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Sábado, 1 de Novembro de 2014

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Crianças pedem esmola em semáforos de Mogi e ECA é violado


Ao fechamento do semáforo o motorista para o carro e, imediatamente, é abordado por uma criança pedindo esmola. A cena é irregular e fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação, considerada um avanço importante para a proteção dos menores brasileiros, assegura a cada indivíduo, durante os períodos da infância e da juventude, uma série de direitos importantes como o acesso ao lazer, ao estudo, ao convívio familiar e, principalmente, à dignidade. Todos esses preceitos passam longe da situação de vulnerabilidade em que se encontram um pequeno grupo de menores mogianos.

A reportagem de O Diário acompanhou, durante cerca de um mês, um grupo de crianças que todas as noites pede esmolas na Avenida Narciso Yague Guimarães, no semáforo localizado antes da rotatória do Hipermercado D’Avó, na pista sentido Socorro. Aproximadamente cinco menores, incluindo uma menina, se revezam entre os carros pedindo esmola ou tentando vender balas. Na maior parte das vezes, eles conseguem as doações dos motoristas que, provavelmente, se sensibilizam com a situação.

Pais

No mês de fevereiro, a equipe especializada do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Mogi das Cruzes abordou um total de 31 menores de idade em situação de vulnerabilidade. Entre eles, há 17 crianças e 14 adolescentes. Todos são reincidentes, ou seja, já foram abordados pelos profissionais em outras oportunidades. Esses meninos e meninas já tiveram as famílias identificadas pela Assistência Social e foram incluídos em programas públicos de geração de renda e apoio psicológico. A grande dificuldade encontrada pelas autoridades para retirá-los das ruas é justamente o combate à doação de esmolas.

A secretária municipal de Assistência Social, Maria Marinês Mazaro Piva, explica que Mogi das Cruzes não possui menores moradores de rua. Todas as crianças encontradas sozinhas nas vias públicas possuem família e residem nos bairros Vila Nova União e Vila Natal. Elas são flagradas pelas assistentes sociais em diversas situações, mas principalmente vendendo balas e guardando carros. (Júlia Guimarães)

 

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