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  • CIDADES
  • 29.jul.2010     Redação
    Usuário exige respeito a horários

    Falta de regularidade no horário do Expresso Leste, falhas de identificação e número reduzido de composições diárias - apenas sete circulam até a Cidade. Estas são as constantes reclamações dos usuários que utilizam o transporte ferroviário entre as estações Estudantes, em Mogi das Cruzes, e Luz, em São Paulo, sem a necessidade de baldeação em Guaianazes. Os problemas já foram apresentados por O Diário em outras reportagens, que ressaltavam a variação de até 35 minutos na circulação deste trem, em operação no Município há um ano. Os passageiros reclamam, principalmente, do desrespeito diário a que são submetidos.

    Wagner Nogueira Soares, 39, morador do Jardim Universo, enviou uma carta a O Diário, enumerando alguns problemas enfrentados por ele ao utilizar o transporte para chegar até o trabalho, em São Paulo, e vice-versa. Na mensagem, o usuário detalha as três dificuldades e cobra mudanças no atendimento oferecido pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

    "Supõe-se que a adoção de tal medida (o fim de baldeação em Guaianazes) tenha por objetivo beneficiar os clientes da referida Companhia, que moram ou trabalham nas localidades compreendidas entre Guaianazes e Mogi das Cruzes, haja vista que a não baldeação acarreta uma razoável economia de tempo para estas pessoas. Contudo, não é difícil observar que tais medidas têm se mostrado completamente ineficazes, como se pode notar ao atentar para as realidades relatadas", diz um trecho da carta, que continua mostrando os problemas (irregularidade no horário, falta de identificação do trem e número insuficiente de conduções).

    Outros usuários da Linha Coral (Luz/Estudantes) reclamam do "desrespeito", como afirma Domitila Melo, 57, moradora da Vila Oliveira: "Ando de trem esporadicamente. Na maioria das vezes vou ao médico e marco sempre a consulta para um horário que me possibilite embarcar no Expresso Leste, que sai da Estudantes às 9h46, pois é mais confortável e vou sentada até o meu destino. Nesta semana, cheguei na estação após o horário de partida e achei que havia perdido a condução. Às 10h10, o Expresso para na plataforma, atrasado".

    Mostrando um recorte de O Diário, que publica todos os dias à página 4 do Caderno Cidades os horários previstos pela CPTM, Domitila conta que já reclamou mas, segundo ela, a estatal sempre alega que a linha está em experiência. "Um absurdo e desrespeito. Uma cidade com 400 mil habitantes como Mogi ter um meio de transporte tão importante ainda em teste", critica.

    O estudante Otávio Henrique Cabral, de 18 anos, morador do Centro, revela que nunca conseguiu embarcar na composição. Ele mora em Mogi com a irmã, mas está sempre na Capital, estudando e visitando a família e acha que, se conseguisse usufruir da condução, seria bem melhor. "A viagem seria mais confortável, pois elimina a baldeação que precisamos fazer na estação Guaianazes (sempre muito cheia), evitando acidentes, desconfortos e estresse. Mas os meus horários não batem com os do trem e acabo como todos os usuários no horário de pico: esmagado dentro do vagão", reclama.

    Manoel Vieira de Melo, 36, faz todos os dias o caminho inverso. Ele mora em Guaianazes e trabalha em Mogi das Cruzes. Entre as reclamações dele está a superlotação dos vagões em dias normais e o número reduzido de composições que operam aos domingos, atrapalhando o horário e prejudicando o trabalhador. Manoel conta que é raro conseguir embarcar no Expresso Leste, mas o trem, segundo ele, não trouxe nenhuma melhora na linha, pois é mais lento nas paradas.

     

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